1 – Existem tipos diferentes de obesidade, como ginóide e andróide?

Sim. Existem muitos tipos de obesidade. Os tipos citados – androide (ou em maçã) e ginóide (ou em pera) – correspondem a dois extremos de uma grande espectro, “classificando” a doença de acordo com a forma do corpo, ou melhor dizendo, de acordo com a distribuição da gordura corporal. A presença de maior volume de gordura em região central (tronco e abdomen) está relacionada a maiores riscos à saúde.
Mas é importante lembrar que cada indivíduo com obesidade deve ser respeitado em suas particularidades. Cada paciente apresenta um diferente conjunto de fatores contribuindo para o desenvolvimento da doença. Também há muitas variações nas consequências para a saúde, e na resposta às diversas formas de tratamento, só para citar alguns exemplos.

2-A obesidade pode ter alguma relação genética?

Certamente. A genética é capaz de influenciar na determinação do peso de um indivíduo de forma significativa. Mas é a interação entre a predisposição genética e o ambiente obesogênico que vai levar à evolução da doença. Hábitos de vida equilibrados são fundamentais para a prevenção do ganho de peso em indivíduos geneticamente predispostos, que correspondem à maior parte da população.

 

 

Autora: Daniele C. Tokars Zaninelli, endocrinologista em Curitiba.