O sistema endócrino desempenha um papel crítico no desenvolvimento, na reprodução e na sexualidade humana. Nos homens, os testículos são as glândulas responsáveis pela produção da testosterona, hormônio que provoca as mudanças físicas que transformam um menino em um homem adulto. Ao longo da vida, a testosterona ajuda a manter a massa muscular e óssea, a produção de esperma e o desejo sexual.

Níveis baixos de testosterona podem causar sintomas como:

  • Queda no desejo sexual (libido);
  • Disfunção erétil (DE – incapacidade de obter ou manter uma ereção) e perda de ereções espontâneas;
  • Diminuição da contagem de esperma e infertilidade (incapacidade de ter filhos);
  • Aumento ou sensibilidade dos seios;
  • Energia reduzida;
  • Massa muscular reduzida;
  • Encolhimento de testículos;
  • Aumento da irritabilidade, incapacidade de concentração e humor deprimido;
  • Ondas de calor (quando os níveis de testosterona estão muito baixos).

Na presença desses sintomas é importante procurar um especialista para investigar as possíveis causas, pois são muitos os fatores que podem interferir na produção hormonal. Se níveis baixos de testosterona forem confirmados, ainda é preciso entender o motivo da queda dos níveis hormonais para a orientação do tratamento mais adequado, que não é isento de riscos e exige acompanhamento clínico em longo prazo.

É muito importante lembrar que algumas condições que causam hipogonadismo são reversíveis sem terapia de testosterona. Se a terapia com testosterona for necessária, o objetivo do tratamento é melhorar os sintomas associados à deficiência do hormônio e manter as características sexuais. Existem muitos tipos diferentes de terapia com testosterona. O endocrinologista poderá descobrir qual terapia é melhor para você.

Conheça alguns fatos sobre testosterona em homens:

  • Os níveis de testosterona (T) reduzem com a idade – suas taxas diminuem naturalmente em 1% a cada ano após os 30 anos, embora não reduzam gravemente, mesmo em idade avançada.
  • A produção de T pode ser interrompida por distúrbios dos testículos, glândula pituitária ou cérebro. Por isso a importância de definir a causa antes de iniciar o tratamento.
  • Os níveis de T mudam de hora em hora – mais altos pela manhã; mais baixos à noite.
  • Os níveis de T podem diminuir temporariamente devido a exercícios extenuantes, má nutrição, doenças graves e com certos medicamentos.
  • A testosterona deve ser medida mais de uma vez para uma avaliação precisa. Ou seja, é sempre necessário repetir a dosagem antes de estabelecer o diagnóstico de hipogonadismo.
  • A terapia com testosterona só é recomendada para pacientes com hipogonadismo (deficiência hormonal comprovada associada a sintomas bem definidos). O uso de derivados de testosterona NÃO é aprovado por entidades médicas nacionais ou internacionais para ajudar a melhorar a força, desempenho atlético, aparência física, ou para tratar ou prevenir problemas associados ao envelhecimento. Usar testosterona para esses fins pode ser prejudicial à saúde.

Adaptado de: Hormone.org

Escrito por

Especialista em Endocrinologia e Metabologia e mestre pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e atua na área há mais de 15 anos. É ainda membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), da Sociedade Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO) e da Endocrine Society.