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Deficiência de iodo "de novo"?

Esta decisão foi baseada no fato de que o uso abusivo de sal poderia levar ao excesso de iodo, o que estaria associado a um aumento no número de casos de hipertireoidismo em idosos.

O que traz preocupação é que existem muitas áreas com carência de iodo no Brasil, principalmente em municípios que ficam longe do litoral, onde as pessoas tem pouco contato com o nutriente.

O iodo é um elemento essencial para a formação dos hormônios tireoideanos, que são liberados na circulação e vão agir em todo o organismo, permitindo um funcionamento adequado do sistema nervoso, do coração e dos músculos, por exemplo. Também são eles que mantém nosso metabolismo normal.

A falta de iodo pode levar ao hipotireoidismo e ao aumento do volume da glândula tireóide (bócio). Consequências mais graves podem ser observadas quando a carência de iodo ocorre durante a gestação e a amamentação, pois as necessidades de iodo são maiores nesse período. Iodo suficiente e, consequentemente, hormônios tireoideanos suficientes, são fundamentais para o desenvolvimento normal do cérebro e do sistema nervoso, e sua falta pode levar a abortamentos, prematuridade, ao retardo mental e à surdo-mudez nesses bebês. Crianças e adolescentes podem apresentar comprometimento da inteligência e do desenvolvimento físico.

Uma ingesta adequada de iodo é a melhor forma de prevenir essas e outras complicações. Gestantes e nutrizes devem usar um suplemento vitamínico que contenha pelo menos 150mcg/dia de iodo, como forma de prevenção.

Os brasileiros tem consumido sal em excesso, em níveis próximos ao dobro do recomendado, o que leva a um risco aumentado de doenças cardiovasculares. Portanto, o mais correto seria estimular a população a reduzir o consumo de sal, e não tentar corrigir o suposto "excesso de iodo" reduzindo suas taxas no sal, pois com isso a mensagem transmitida aos brasileiros é errônea e permissiva quanto à manutenção de hábitos alimentares inadequados.