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Notícias

Diabetes - o que é e como prevenir

 

Para a prevenção do diabetes tipo 2 nossa atenção deve ser
voltada para uma alimentação mais saudável associada à prática regular de
atividades físicas.

Os indivíduos com maior risco de desenvolver a doença, e que
portanto devem ter mais cuidado, são aqueles com mais de 40 anos, excesso de
peso, sedentarismo, antecedente de  diabetes
na família, mulheres com história de diabetes gestacional ou com filhos
nascidos com mais de 4 Kg, e pessoas com pré-diabetes (glicemia de jejum entre 100
e 125mg/dl).

A perda de 5% do peso corporal associada à prática de 150
minutos de exercícios por semana são suficientes para reduzir o risco de
desenvolver diabetes em até 58% em quem é pré-diabético. Ou seja, a perda de 3
a 5Kg de peso muitas vezes já é suficiente para se evitar o início desta doença
que pode trazer tantas complicações.

Em alguns casos o uso de uma medicação pode ser indicado pelo
endocrinologista.

 

Quais são as causas do Diabetes?

Diabetes Mellitus tipo 1

Corresponde a 5 a 10% dos casos. Em geral é decorrente de um
processo autoimune onde há destruição das células beta do pâncreas, que são as
responsáveis pela produção da insulina. Existe ainda associação com herança
genética de fatores que podem induzir ou até mesmo proteger o organismo do
desenvolvimento desta doença.

Diabetes Mellitus tipo 2

O diabetes tipo 2 está associado a defeitos na ação ou na secreção
da insulina pelo pâncreas. A maioria dos pacientes apresenta sobrepeso ou
obesidade. Pode ocorrer em qualquer idade, mas em geral se manifesta após os 40
anos. São muitos os mecanismos que podem levar ao aparecimento do diabetes. O
diabetes pode estar associado ao uso de alguns medicamentos, a doenças do
pâncreas, infecções, síndromes genéticas e distúrbios hormonais.

 

Quais as suas complicações?

As principais complicações do diabetes podem ser divididas
em dois grupos:

- microvasculares (que afetam pequenos vasos e capilares): nefropatia,
retinopatia, e neuropatia diabéticas. As
consequências podem se constituir em graus variáveis de disfunção renal,
podendo chegar à necessidade de diálise em alguns casos. Perda visual pode
ocorrer.  A neuropatia pode levar a
sintomas como dor e formigamento nas mãos e pés, taquicardia, hipotensão
postural, sintomas digestivos, entre outros. O pé diabético pode levar a
ulcerações e até à necessidade de amputação parcial ou total de um membro. Monitoramento
dessas complicações deve ser realizado periodicamente.

Estas complicações
podem ser evitadas, ou pelo menos minimizadas, com um bom controle dos níveis
glicêmicos.

- macrovasculares
(que afetam as artérias mais calibrosas): são as doenças cardiovasculares, como
o infarto do miocárdio (IAM), o acidente vascular cerebral (AVC) e as gangrenas
periféricas. Atitudes como deixar de fumar, alimentar-se de forma saudável e
praticar exercícios físicos regularmente podem prevenir estas complicações.

É muito importante tratar os outros fatores de risco, como
hipertensão arterial e alterações do colesterol, para a prevenção das
complicações do diabetes.

 

Que cuidados devem ser tomados para minimizar os sintomas e evitar

que a doença interfira nas atividades do dia-a-dia?

Um bom controle das glicemias é a chave para se evitar os
sintomas da doença, que quando está mal controlada provoca diurese excessiva, levando
à desidratação e sede, aumento do apetite associado a perda de peso, alterações
visuais, fadiga, entre outros. Este tão desejado controle da doença muitas
vezes só é obtido com a associação de vários medicamentos cujas ações no
organismo se complementam. O uso da insulina se faz necessário em torno de 60%
dos diabéticos em algum momento da evolução da doença. Recomenda-se o acompanhamento
médico com o endocrinologista a cada 3 meses para avaliação dos sintomas e dos
exames laboratoriais. Hoje se reconhece a importância de um bom controle desde
o início da doença – é o conceito da "memória metabólica" evidenciando que o
controle que se obtém desde o início do diabetes terá implicações em todo o curso
da doença.

* Artigo publicado no Blog do Hospital Vita Curitiba