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14 de novembro - Dia Mundial do Diabetes

*Por Daniele C. Tokars ZaninelliPirâmide alimentar - Dani Zaninelli

Uma alimentação saudável, a prática regular de exercícios físicos e a educação em diabetes são os pilares de um tratamento de sucesso, e podem reduzir muito o risco de complicações pela doença.
Então vamos falar um pouco sobre cada uma dessas atitudes, tão importantes para atingir bons resultados.

 

1. Alimentação Saudável

 

As recomendações nutricionais para os diabéticos são semelhante àquelas da população geral. A ingestão calórica diária deve ser individualizada de acordo com a necessidade de perda de peso.

Quanto à composição da dieta:

O consumo moderado de carboidratos é permitido. Apesar de contribuírem para o aumento dos níveis glicêmicos, fornecem energia, fibras, vitaminas e minerais, além de serem agradáveis ao paladar.

Deve se dar preferência a alimentos com maior teor de fibras, que retardam a absorção da glicose pelo organismo. As principais fontes de fibras são frutas, legumes, verduras, farelo de aveia e de cevada, semente de linhaça e leguminosas. Mesmo esses alimentos devem ser consumidos com moderação, pois muitos também são fontes de carboidratos.

O consumo de ômega-3 pode melhorar a resistência à insulina, favorecendo o controle do diabetes, portando, recomenda-se o consumo de 2 a 3 porções de peixes (com exceção de filés fritos) por semana.

O consumo de gorduras saturadas - provenientes de carnes gordas, manteiga, óleos de coco e dendê, leite integral e embutidos em geral – deve ser controlado, assim como o de gorduras trans - encontradas em frituras, bolos e tortas industrializados, pipocas de micro-ondas, sorvetes de massa, biscoitos salgados e recheados.

Quanto às proteínas, preferir carnes magras, soja, leite, queijos e iogurtes com baixo teor de gordura.

O uso de adoçantes é seguro, e proporciona a redução do consumo diário de açúcares.

2. Exercícios Físicos

Os exercícios são benéficos tanto para a prevenção como para o tratamento do diabetes, independente do peso corporal. Uma de suas principais ações se dá através da melhora da ação da insulina, facilitando a entrada da glicose nas células musculares e adiposas, reduzindo seus níveis sanguíneos. Esses efeitos duram por 24 a 72 horas após cada sessão de exercício.  Além de melhorar o controle glicêmico, também favorecem a pressão arterial e o colesterol, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares como o infarto e o derrame. 

Antes de iniciar a prática de exercícios, alguns pacientes devem realizar avaliação cardiológica, a critério clínico, dependendo de fatores como idade, presença de hipertensão, tabagismo colesterol elevado ou complicações da doença.

Exercícios aeróbicos são recomendados diariamente, ou pelo menos a cada dois dias, num total de pelo menos 150 minutos por semana. Exercícios de resistência (musculação) também devem ser incluídos nos planos de atividades do diabético, 2 a 3 vezes por semana.

3. Educação em diabetes

O conhecimento da doença é essencial para o tratamento efetivo do diabetes, pois quando conhecemos o inimigo fica mais fácil de escolher as armas para a batalha. Tanto o paciente como a família precisam ser informados sobre a importância de adquirir hábitos saudáveis no dia a dia, e de excluir outros que podem ser prejudiciais, já que deverão ser mantidos por toda a vida. É importante salientar que esses cuidados não são diferentes daqueles recomendados para a população geral, independente da presença do diabetes. Tanto o monitoramento das glicemias como o uso correto dos medicamentos  são de extrema importância para os portadores da doença. A educação em diabetes permite aos pacientes tomar decisões que levem a bons resultados no controle da doença, pois as atitudes tomadas no dia a dia definem o controle a longo prazo, e são fundamentais para a prevenção de complicações.

Abaixo segue a sugestão de links que promovem a educação em diabetes:

O que é diabetes?

Quadrinhos ANAD

Dani Zaninelli Quadrinhos ANAD Diabetes 

*Daniele C. Tokars Zaninelli é médica e especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e atua como endocrinologista em Curitiba.